terça-feira, 23 de agosto de 2016

Santana!



Infância:

 telhadinhos desajeitados
E ruas de terra batida
Entrecortada de águas castanhas
Curvas da memória acendem a estrada do meu coração...

Esse sabor de rio doce
Esse sentido esquisito
Que prende a alma humana
...Sinto aqui!

ah!
Meu umbigo plantado na tua tez, Santana...

Debaixo dos telhadinhos 
E céus não arranhados de edificações
Moram muitos olhos azuis, verdes...marrons
Os amados olhos marrons! Dos meus.

E os motivos e risos
Deste museu particular
De ternuras
da agridoce tarefa de me ser...

Ah! o pertencer...

Menina de Santa Ana!
...gírias e palavrinhas doces!
Que não cabem nas coisas nascidas grandes:
Como 'coisinha', 'gitinha', 'arreda', 'Maninha'... e tucupi.

Geografia do amor:
Reza de Ená
Casa do vovô ou do titio...
Desde sempre, o mais seguro porto.


#


<3

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