segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Desmisture


Ensaios sobre 
água suja
ou água limpa: 

 Na felicidade 
De andar sem véu
Afinal
Mil máscaras pesam
Vergam
Deformam a beleza originária do elo
(E a cera derrete, meu bem
Ícaro descobriu tarde
Acorde)
Há beleza na simplicidade
A cor dê.
Desmisture sensações:
Poder não é ser
Ter não é poder:
Respeite confiança.
A vida cobra
O preço
No tempo do acerto
Deus é justo juiz: 
Vê ação, não petição:

Desanoiteça.

#

Depois de reler 'Tudo é rio', de Carla Madeira. 


sexta-feira, 25 de julho de 2025

Interligação





Eu já não ouço o seu chamado
As coisas vão, meu bem
Fica o 
v
      ã
                o
- Interligação fora da área de serviço.

Ao fim, já não há 'eletricidade' a se gastar
O tempo põe as coisas no lugar
E eu sigo
- Cada vez mais leve.

A vida é breve, meu bem
A gente merece viver dentro da nossa melhor versão
Com as pessoas que acolhem e bem aquecem a nossa emoção
Seguir a própria estrela é a melhor veste.

Eu já não ouço o seu chamado
As coisas vão, meu bem
Fica o 
v
      ã
                o


- Interligação fora da área de serviço.



* Terminei de ler recentemente o livro do Natanael dObaluae, chamado 'Vão', cujo conceito é diretamente relacionado, entre outras coisas, às emoções e aos 'espaços' entre elas. AMEI!
Que a gente faça esforço por se fazer perto de quem nos faz feliz e deixe espaço para a vida fazer sua arte, quando for o avesso.

LUZ!

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Casulo




Olhar por dentro, arrumar a casa:
Meu bem, eu tenho um novíssimo par de asas!
Queria tanto te mostrar...

Que entre as bobagens de soberba e caos
Afastei da mente tudo que me empobrece como gente
E que eu sigo terna e quente
Enluarada de amor...

Apesar disso, enquanto a banda toca
Ogivas ameaçam riscar, feito giz, a tez do céu
Trump anuncia bombas nucleares
Enquanto gente paga para explanar sua vaidade em um painel

- é tudo loucura, meu bem...vaidade, luxo, bobice: 'farta bobice'!

Luxo mesmo, meu bem, queres saber?

É ser interessante sem ser interesseira
É conseguir brilhar sem passar  rasteira
Ser doce, apesar das indelicadezas do cotidiano
Lamentar as perdas, levantar...e ver nascer os ganhos.

Ir...

Leve e feliz
Descobrir qual a batalha do dia 
Perceber em meio ao caos da desordem
O quanto a vida é feita de  poesia.

#



<3
Olhar por dentro, arrumar a casa:
Meu bem, eu tenho um novíssimo par de asas!
Queria tanto te mostrar...

( Fiz esse poema aos 16.97.2025 e nasceu de saudades do meu Pai.
Porém, ganhou vida própria e virou uma mensagem sobre Ser) 

:)





terça-feira, 24 de junho de 2025

Universo em Movimento

 


Move, mundo!
Rotação e translação mudam marés...
Pessoas correm, a vida às vezes assopra, noutras morde
Ponteiro, relógio: desperta-dor!

O estômago agita, outra vez, é hora do café...

Trump anuncia novas ogivas contra o Irã
Eu faço Poesia
Alguém esquece o sentido da palavra 'irmã'
- Eu, faço poesia

Quanta tolice, quanta perda: não há vence-dores!

O tempo leva, o tempo leva...
A vida ensina: isso é só vaidade
Bebo meu café e recito por dentro
Receitas de simplicidade.

#


"Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo
Tende piedade de nós
Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo
Dai-nos a paz...."

Bom diaaaaa. Esse blog deu um 'bummmm' de acessos nos últimos sete dias e muitos pedaços antigos de mim têm sido visitados...vou republicar aos poucos, mas fica aqui uma palavra: Gratidão! 
E, enquanto Trump não anuncia outra grande vaidade, aliados a outras vaidades do cotidiano,  sigamos o dia abraçados com a simplicidade. A vida cobra o preço do avesso, cobra sim....a conta chega. Mas, mesmo que não cobrasse...que a gente caminhe como quem sabe que vai prestar contas à poderosa força de amor e justiça do Universo.

LUZ! Um dia bom.

:)

Das coisas que eu vim fazer aqui




A gente está aqui para aprender a voar no fim de tarde
Barcos de papel marché em busca do horizonte
Ao sabor de um ardente sol...

E sabemos tão pouco
Do tanto, do gesto
Do multiverso que abriga cada um...

A gente está aqui, sem dublê
E tudo é movimento, vida, ação
E a alma se bate toda no imenso labirinto
enquanto quixoteia moinhos de vento...

Parece que a gente devia ter vindo
Com manual de instruções
Quiçá, bula de contra-indicações
Com tarja de aviso:  “Advertência: risco de dano severo às emoções”

E no reverso, a gente se faz de grande navegador
E descobre um mundo novo a cada abrir de olhos
E corre a vida só para não cair na apatia
De ir com a maré...

A gente veio ao mundo
Desinventar de ter medo
E aprender com a aerodinâmica sutil da borboleta!

E no meio do caminho, a gente prova-vida:
Manga, suor, sorvete: Existir é um banquete
Cada um se serve como pode.

A gente veio ao mundo se espantar
Cair de amores pelo pôr do sol!
Encher os olhos d´agua de ler um Pessoa
Vibrar numa matriz particular (Ou simplesmente  mergulhar n´uma lagoa)

Só não vale não se apaixonar
Não experimentar, não mover com força o próprio coração
Não se encantar, não arriscar, não se vestir de luz e cor
Só não vale não ser , falar,sentir, doar...

AMOR.

#

*Republicado de 08.06.2018

Ensaios sobre a vida



I - Breves Considerações sobre o Clima e o dia

São três da tarde e o relógio me diz que há milhões de afazeres na agenda, e que preciso ir para a vida, cumprir meus compromissos.
Ah! Debaixo de um sol que derrete a paisagem, vejo um quadro de Dali desenhar o chão do Equador.Ou, pinturas pincelas de cor e água, da pouca chuva que vez ou outra beija a paisagem, feito pintura de Galdin.  Líquidos demais, no mês de junho. Não é muito animador.
A gente luta dolorosamente com o sol, aqui nestas bandas do Norte. Isso já dá um cansaço.
Longe de ufanismos, apesar disso, a paisagem brilhante é linda também.
As tardes meio molhadas perto do rio fazem um bem danado à emoção.
Mas são três da tarde e estou sonolenta e cansada. 
De junho em diante, rego o jardim duas vezes ao dia. Ainda falta uma vez, hoje.
Vale o sacrifício. As plantas, vibrantes, me ajudam a viver.
Às vezes, viver é um baita desafio.

II  Da aspereza do Cotidiano

 A gente faz um p... esforço pra ser um bom ser humano: correr atrás dos sonhos sem passar por cima de ninguém. Correr para a vida e ser honesto dentro do trabalho e das emoções...e não revidar ao convite diário da cretinice. Um baita exercício de superação esse de tentar não revidar. 
A gente tenta não reproduzir no mundo aquilo que nos fere. Cair. Errar. Às vezes, comete uma ou outra coisa fora da linha do ser humano que construímos... e aí, tem o desafio de não tornar isso um hábito.Reiniciar e viver na melhor das tentativas, mesmo quando ainda tem um montão de coisa para aprender...

Claro, as 24 horas que são minhas, não são as mesmas para ninguém. Cada um tem seu próprio peso e catarse, no meio do caminhar por este sol e pelas sombras da época.

Mas, decerto, uma ou outra tentativa se assemelham.
E ainda tem este ardente sol...

III Breves Inconclusões.

Apesar dos calos e do calor, minha alma não parece assim tão desgastada. Ainda hoje, lembrei como foi engraçado tentar empinar pipa. Que desastre.
Mas eu era boa em bolinhas de gude.
Vai ver, daqui a milhões de brisas, daquelas que sopram e levam embora o ardor, eu recorde de mim no hoje, com o mesmo olhar indulgente com o qual me visito, menina.
É que ainda tem muita estrada.E ainda são 15h...tem muito tempo.


E eu preciso me tratar bem - porque foi difícil e bonito chegar aqui...e também porque só assim, posso ser boa para meus amores e justa para conosco - o eu e o eles, que vivem comigo, no coração.

 Por isso, água, protetor solar e coragem: Parece texto de Mary Schmich ou do Jabor, mas é apenas eu, indo pra lida. Afinal, entendo finalmente porque certas escritas são chamadas de 'ensaio': nada do que escrevo ou descrevo, é mais do que mera intenção.

O que eu sou, no cotidiano, acontece mesmo quando saio daqui, desde o tímido barulho de teclado que compete mansamente com a cigarra insistente, do jardim...e dessa luz, que é quase uma metáfora para a vida: às vezes cega, mas é bonita de olhar. 

Let´s go!

#


*Republicado de 14.06.2018.

sábado, 14 de junho de 2025

Amazonas!


 

Posso rasgar a casca da ferida
Chorar, dolorida
A má água que jorraste em mim: 
é que eu sou Amazonas, querida

Rio de muita água doce para verter
Eu danço às luas cheias, 
Me derramo, se encho até a beira
Vivo de me derreter...

Posso doar em dobro
Qualquer coisa do que me tomaste
É que sou bambu sem aste
Eu vergo para me recompor...

Eu também danço e canto e celebro a vida
Que ainda que traga o susto do 'perceber'
Ensina o caminho que nos leva a aprender
e eu sigo ''tranquila como uma manhã de domingo''

Filha dos elementos
Eu sou água, suor do vento
E também o sal que tempera o paladar
E já sei dizer adeus sem alarde

(Esse poema já não arde ao se declamar...)


#

Depois de ler pela primeira vez 'Tudo é rio'', de Carla Madeira. Quem 'bebe' da literatura, vive de 'jorrar'...como é linda a nossa mãe-poema.


segunda-feira, 2 de junho de 2025

A Gentileza é um Super Poder! (Filosofia da Velha Boba)




Gosto muito da filosofia implícita que originou cada palavra de nossa língua materna. Penso que cada uma delas quer dizer muito mais do que simplesmente é...basta consultar sua história. Por exemplo, hoje é o dia nacional da Gentileza, uma das minhas palavras preferidas.
Gentileza é palavra oriunda do latim “Gen”, que significa conjunto de pessoas que possuem origem em comum, ou “Gentilis” , aqueles que são de mesma família ou clã. Assim, ser gentil é tratar como igual como igual, ou... ‘como gente’. A palavra tem também um antônimo em latim,  ‘gentios’, que significa ‘estrangeiro’.
O conceito evoluiu dentro deste contexto de honradez, com acepção mais ampla do que a mera cortesia (atos da corte). A cortesia é ato, fração externa da atitude. Gentileza é gesto, carícia  humana, parte essencial à formação de um bom caráter.
Portanto, para mim, é gentil quem tem gestos de bondade, de respeito e de proteção ao Universo individual que é ser humano. É gentil quem preza a honestidade, quem vive de acordo com que acredita, quem ama e dá amor como deseja ser amado, é gentil quem atravessa a vida sem ferir, tratando cada pessoa como a um familiar, na mais perfeita acepção que originou a palavra Gentilis.
Tratar com cordialidade é ato de boa educação. A cortesia é ato ‘gentio’, externa e estrangeira à pessoa. Tratar com gentileza é uma conduta...é, gentileza é mesmo uma lindeza de palavra. Sei também que, em um mundo tão complicado, onde o ego(ismo) impera, o conceito acaba por encolher. É uma pena.
Mas confesso que tenho sorte, pois nesse maravilhoso Universo, sei que desperto muito desse sentimento nas pessoas que sopram sua brisa sobre a minha vida. E, por justeza de caráter, é de mim fazer o mesmo, em um tipo de reciprocidade natural e feliz...é, sou uma velha boba mesmo. E gosto. 
Aliás, isso recordou que, há um tempo atrás, li um livro intitulado "O poder da Gentileza". A titulação trouxe a reflexão de que, se nós somos os heróis e os vilões desse imenso mundo, que nos cobra o exercício do contrário para sermos justos e corretos com a vida e com o outro, ser gentil é ter UM SUPER PODER, conferido pela Bondade.

E ter bondade, já dizia o Poeta...'é ter coragem'.

Que isso se multiplique sempre em nosso caminhar.

Viva a gentileza!

LUZ!


* Fonte: www.fontedaspalavras.blogspot.com.br

Republicado de 13.11.2018

quinta-feira, 22 de maio de 2025

País



O meu país tem um jardim
Que rego para florescer
Poesias e canções
E algumas lições!
Que leio cada amanhecer...
Uma antiga máquina de escrever
E alguns laços de cetim
O meu país transborda em pouco espaço
Mas lá sou rei de mim...#

*Republicadinha de 03.02.2015. Porque foi acessada e recordou que meu país segue cada vez mais sob meus próprios ( e impróprios) cuidados. Rs.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Adeus...Olá!

 

 
Não haverão auroras iguais
Mesmo as boreais-
A vida move, a gente move
- E o tempo é uma criança que brinca e dorme

Acorda novinho em folha, a cada manhã...
 
Por isso, cuido daquilo que quero que permaneça
As rosas de meu pequeno mundo são tão únicas!
E compreendo mais a dor do pequenino princepezinho
Que sentia fundo cada passo do caminho...
 
Tal qual o doce visitante
Também exploro planetas e sóis
E depois viajo de volta a mim
Mesmo sabendo que nem isso é igual
 
-  Há sempre um agricodoce entre o açúcar e o sal-
 
E 2024 vai embora e leva junto
Alguns abraços que não mais terei...
E 2025 nasce e traz consigo
Coisas que eu tanto sonhei!
 
Seguro um pouco o ar só para prender o instante
- Mas que bobagem!
Tal como eu, o vento e o dia
Estamos todos em uma viagem...
 
E nessa estranha efêmera paisagem
Giro nessa roda louca e, no compasso,
Penso que te vi dançar
Talvez a gente se reveja no ano que se adianta
 
Quiçá, a gente possa se encontrar...
 
#

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Ciranda





Jogo mais uma de amor ao céu
Quem sabe alguma hora seja eu.
Não é tão difícil 
- se a gente brincar de ser Deus!

Mas,

Na carne do dia a dia,
Na letargia do cotidiano
Nem sempre é fácil dar as mãos
 - E a canção ecoa 

"Olhe em volta/ olhe em volta
Grato por não recusar'' -

Mas não recusar o quê?
Na lei da oferta e da procura
Com a cruel mistura da globalização - afetos liquidificados!-
Tudo é tão grande, meu irmão: 

é preciso ter cuidado...

De outro lado,
Ainda assim...ser doce e acreditar
Porque somos humanos e não máquinas
Construções feitas por I.A

O coração, que é tão de carne
Carece de calor
- E por que não ser mais direta?
E dizer:  todo mundo precisa de amor!

Jogo mais uma de amor ao céu
Quem sabe alguma hora seja eu.
Não é tão difícil 
- se a gente brincar de ser Deus!




#


Direto dos rascunhos do 'aluanaodorme' :)

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Identidade



 Complexa e incompleta:
Vivo dos pedaços mal contados de quem fui
Quando ainda não era 'eu'
E na procura do que é meu, caminho.

Tropeço em retalhos
O passado não é uma arte da sessão da tarde
Mas, ainda assim me contaram a estorinha da carochinha
de como Cabral descobriu o Brasil...

A pele branca que esconde a latência de ser filha do sol do equador
O tempo complexo: outrora dominante, noutras dominador*
Ainda choro pelo que ainda não sou
- Descubro-me em camadas, na fala e nos silêncios irmãos...

Somos desiguais e iguais, em uma estranha simbiologia!
Corpos e mentes tão diversos, na procura das semelhanças -dispersos
Vivo a dor de querer curar feridas que não causei
Mas sei que usar privilégios para revolucionar é um jeito de transgredir

- A primeira vez que  ouvi Emicida dizer: REVIDE -  me arrepiei
Pois existe um caminho a seguir!

Afinal, já disse Bel 
'Eu sou pessoa/essa é minha canoa' - Ainda que doa
Então, o lance é  questionar, Buscar, procurar...Curar!
E Anitelli lança a 'braba':  'nossa sina é se ensinar'!
- Pego minha pequena canoa e navego...

É, ainda não estou completa, mas não estou perdida
Pelo contrário, cada vez mais acolhida
Procurei minha tribo e encontrei pedaços em cada esquina
E, enquanto não mudamos a realidade
Construímos pontes 

Pelo poder da prosa-arte-poesia!

#




#

*Esse poema surgiu de um poema. De um diálogo com  'Intersecções', da Lara Utzig, publicado no livro 'Disforia de Gênesis' (LEIA, LEIAAAA, LEIAAA, faça essa gentileza ao seu espírito) - que foi debatido hoje em minha sala de aula da disciplina de Direitos Humanos, sob o contexto de 'Vulneráveis e Minorias' desse nosso imenso país.

E se adensou dentro de mim até transbordar porque ainda ontem a dicotomia dominante/dominador surgiu de um amplo debate do livro 'Hibisco Roxo', da Chimamanda Idichie, no clube do livro 'Café com Letras', livro que me deu febre emocional, por suas intensa dor nas complexas camadas, texturas e CORES ... LEIA, LEIA, LEIA.

P.s:O primeiro clipe já me fez chorar mil vezes, em épocas diferentes e por motivos diferentes. Mas a hora da plaquinha 'advogado' hoje me faz derreter em mil partes, por uma daquelas vivências tão particulares da academia.  O Segundo clipe me deu saudades de como poderíamos ter sido diferentes no processo civilizatório se tivéssemos percebido  que 'tudo que nós tem é nós' e confesso que também curou algumas dores em mim. Que ele te alcance.

REVIDE.



sexta-feira, 9 de maio de 2025

Alquimistas


 Querem dizer que a gente é obsoleto, amor
Que a fusão de nossos líquidos não faz nova combustão
Que é apenas química - e não magia
Essa nossa sinergia

ah! Se eles soubessem
Levavam a gente a vênus para estudar paixões
E contigo, confesso que eu ia
- Eu, tu e a nossa poesia.

A nossa prosa também é das melhores, não tem igual!
- Deus ri à bessa da vida e também da gente
Do riso quente, do beijo ardente
Da conversão entre o lúdico e o real...

Vida nova em nosso coração que já é um
Quando a coisa é paixão 
Ah, que rima brega! que coisinha mais piegas
Ninguém sabe explicar, mas sente inveja só de ver...

O céu conosco até parece derreter
- E olha, trovejou a noite inteira em Macapá...-

Isso não é mágico o suficiente?
Ah! eles são tão bobos, meu bem
Essa gente cheia de - apenas ciência...
Que acredita que I.A faz poema!

ah! 

Eles esquecem que a lavra é mais que fonema
É essa coisa quente que escorre entre mim e ti
No meio de um olhar
Que alquimia boa, amor! -  é se apaixonar...

#



#

* Para quemmmmm compartilhou suas emoções com a poeta, GRATIDÃO!

E me perdoem que usei uma música do meu repertório....é que a história, enfim...e e AMOO essa música e sempre faço poema quando e a Poesia-Marília toca, mas com Xamã, não, olha, ficou LINDO! - Como ouvir boas histórias de paixão.


quinta-feira, 8 de maio de 2025

Natural




 Eu quero esquecer como se faz poesia
Desenhar todas as letras novas
Quando te conhecer meu bem, 
Que seja o big bang em nós.

Não como quem brinca de matéria morta
Mas como faz de coisa secular vida nova
Que abrolha e desenvolve nos detalhes seculares
Que constroem milagres...

Eu quero esquecer como se dança
Para reaprender a dançar no movimento de nós dois
Não como quem não sabe andar só
Mas como quem se sente melhor...crescendo na essência...

Quero desaprender expressões
Curtir silêncios e emoções
Feitas de - vagar...
Pois a vida é feita no instante natural

Como o rio corre pro mar...

#

Uns poemas bobos que andavam perdidos dentro de mim, na  seção 'rascunhos'.


terça-feira, 6 de maio de 2025

Modernidade Mórbida

 



Faces enumeradas – sem expressão
Vida que segue morna – Dissolução!
Sem solução, caminham os desvalidos
Sequiosos por circo e pão
Bestas-feras vigiados e entorpecidos:
Controlar e punir: Socialização!
Sob as luzes de ribalta a crueza mórbida
Encapa sonhos com ilusão
Capitalizando, uniformizando
Marcas e programas: formas de opressão!
E o sistema nos faz ‘livres’ - para escolher do que morrer
Cigarros,vícios,tédio:  Tudo à prateleira
Peça ao sommelier!

 #





“A tirania deixa o corpo livre e vai direto à alma” – Tocqueville.




*Publicado direto de 14.11.2014 para o agora, porque foi acessado e porque representa muito do que estamos vivenciando, no agora, quando estamos des/'confortavelmente entorpecidos' pelo absurdo das muitas formas de violência que nos alcançam de forma tão dolorosa e latente, ainda recentemente, neste nosso Amapá.